A Saúde Indígena/SPDM agradece a todos que de alguma forma contribuem para o sucesso de nossa missão.

Aos funcionários de nosso escritório central em São Paulo, a cada integrante da força de trabalho dos DSEIs, aos profissionais que arduamente exercem com carinho e coragem suas atividades nos lugares mais remotos e a todos indígenas deste Brasil que nos apoiam e nos dão motivos para continuar no caminho desta luta diária pelas causas da Saúde Indígena.

AME TUDO QUE VOCÊ FAZ E FAÇA COM AMOR
SIGA SUAS PAIXÕES
ESCUTE SEU CORAÇÃO
CRIE SUA REALIDADE E CONFIE EM VOCÊ E NA SUA INTUIÇÃO!

MUITA PAZ, MUITO AMOR E MUITO SUCESSO NESTE ANO QUE SE INICIA.
" FELIZ 2017 FAMÍLIA SAÚDE INDÍGENA "

EQUIPE SPDM/SAÚDE INDÍGENA - SEDE SÃO PAULO

    Na década de 1990. nasce o movimento conhecido como  "Outubro Rosa " para estimular a participação da população no controle do câncer de mama.
A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento além de contribuir para a redução da mortalidade.

No ano de 1997, algumas entidades nos Estados Unidos começaram a promover eventos, como desfiles de moda, partidas de boliche e corridas utilizando a temática do câncer de mama em sua divulgação.

Auto Exame 

Laços Rosas

Em 1990, em Nova Iorque, foi realizada a " 1ª Corrida pela Cura " , um movimento de prevenção ao câncer. Nesta corrida, por iniciativa da fundação que a promovia foram distribuídos laços rosas a todos participantes. A ideia pegou e se alastrou de tal forma que hoje o "laço"se tornou um dos símbolos da Campanha utilizado internacionalmente!

 Neste mesmo ano foi escolhido por estas entidades o mês de outubro para realização de diversas atividades relacionadas com o tema e dentre elas ganhou força a iluminação de monumentos com o objetivo de divulgar a campanha forte em nosso país 
Auto Exame.

Com o objetivo de proporcionar um dia agradável aos indígenas que estão na Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) para tratamento de saúde, longe de suas aldeias, costumes e tradições, a equipe da CASAI Icoaraci/ Belém organiza, todos os anos, um dia direcionado as danças, pinturas corporais e comidas típicas de cada etnia. Neste dia, o serviço de nutrição fornece alimentos crus para que os hóspedes preparem-nos de acordo com seus costumes.

Neste ano, a “Festa do dia do índio”, ocorreu dia 19 (terça-feira), nas dependências da CASAI, e, por se tratar de uma CASAI regional, contou com a presença de indígenas das mais variadas etnias da região norte do Brasil. Houveram danças e pinturas das etnias: Munduruku (DSEI Tapajós), Waiapi (DSEI Amapá) e Kayapó (DSEI Kayapó). Estavam presentes também na festa membros das etnias Xikrin, Tembé, Arara, Guarany e Guajajara (DSEI Guama-Tocantins). Durante o evento, algumas manifestações comoveram a todos, como o canto do Hino Nacional Brasileiro em Kayapó e o discurso dos Waiapi que agradeceram pela estadia e acolhimento da equipe da CASAI.

   Entre os dias 3 e 6 de maio de 2016, aconteceu em Brasnorte (MT), no auditório do sindicato dos servidores, uma “Oficina de capacitação em conceitos antropológicos aplicados à atenção à saúde indígena”para funcionários do Polo Base Brasnorte e convidados. No evento, estavam presentes representantes da: Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI); Fundação Nacional do Índio (FUNAI); Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Cuiabá, incluindo gestores e alguns profissionais que são referência técnica do DSEI; equipe do Polo Base Brasnorte; Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) da aldeia Halataikwa, do povo Enawenê-nawê; Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) do DSEI Cuiabá; Hospital Brasnorte; Secretaria Municipal de Saúde de Brasnorte; SPDM – Saúde Indígena, de Cuiabá e São Paulo; e indígenas do povo Manoki e Enawenê-nawê.

   Pedro Passos, antropólogo que conviveu muitos anos com o povo Enawenê-nawê, foi o condutor da oficina, que tinha como objetivo propiciar um espaço de troca de conhecimentos entre antropólogos e profissionais de saúde, visando a qualificação das ações de saúde desenvolvidas junto ao povo Enawenê-nawê. Pedro trabalhou alguns conceitos de antropologia (física e cultural) e em seguida adentrou na etnografia dos Enawenê-nawê. Os profissionais tiveram espaço para perguntarem sobre aspectos culturais das populações indígenas que vivem no Brasil, sobre os Enawenê-nawê e exporem experiências e demandas relacionadas ao serviço de atenção à saúde nas aldeias.

Ao final desta oficina, os participantes elaboraram propostas de solução ou de minimização dos problemas levantados, pensando também na continuidade das ações na aldeia. Os participantes receberam também uma apostila com a síntese dos conceitos trabalhados no evento. O material encontra-se disponível em nossa INTRANET para os funcionários do DSEI Cuiabá (acesse). Com base nas avaliações dos participantes, todos elogiaram a iniciativa e saíram satisfeitos com esse espaço de diálogo e reflexão sobre a prática em saúde indígena, sendo reforçado em várias avaliações à necessidade de manutenção de um calendário para novas turmas, com a mesma finalidade e mesma metodologia. Abaixo segue a programação da oficina, como forma de auxiliar demais interessados em promover capacitações deste tipo:

PROGRAMAÇÃO – OFICINA ANTROPOLÓGICA

DATATEMAMETODOLOGIA
03/05Manhã:
- Abertura e apresentação dos participantes;
- Programação e expectativas da oficina;
- Atividade para pensar o olhar sobre o outro.
Tarde
- Introdução a conceitos e teorias antropológicas úteis aos profissionais da saúde indígena: Antropologia física
- Roda de conversa;
- Dinâmicas sobre a organização do serviço de saúde;
- Dinâmica sobre a percepção do outro;
- Exposição dialogada;
04/05Manhã
- Introdução a conceitos e teorias antropológicas úteis aos profissionais da saúde indígena: Antropologia social
Tarde
- Introdução a conceitos e teorias antropológicas úteis aos profissionais da saúde indígena: Antropologia social
- Exposição dialogada;
- Apresentação de vídeos;
05/05- Entendendo o povo Enawenê Nawê: História do contato; organização social e territorial, cosmologia e processos de mudança.- Apresentação dialogada;
- Relato de experiências;
- Roda de conversa;
- Apresentação de vídeos;
06/05- Breve apresentação da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e diretrizes e estratégias de atenção diferenciada à saúde;
- Relato de experiência da implantação da atenção ao pré natal, parto e puerpério na aldeia Halataikwa;
- Discussão de casos;
- Sistematização de estratégias de qualificação da atenção diferenciada à saúde ao povo Enawenê Nawê.
- Apresentação dialogada;
- Relato de experiência;
- Trabalho em grupo.

Na aldeia

Após a capacitação, o grupo seguiu para a aldeia Halataikwa para, junto com a população Enawenê-nawê, realizar reuniões de levantamento de demandas e dos problemas e preocupações existentes, visando repactuar acordos e propostas com os indígenas e entre as instituições envolvidas. Estiveram presentes representantes da SESAI, DSEI Cuiabá, Polo base Brasnorte, a EMSI de Halataikwa, SPDM-Saúde Indígena, FUNAI, CONDISI-Cuiabá, Secretaria Executiva de Estado de Educação (SEDUC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e Ana Carolina, Procuradora do Ministério Público de Cárceres (MT).

 Foram três dias de intensas reuniões, com pautas que variaram entre saúde, educação, justiça, território e segurança. Ao término de cada reunião, propostas foram levantadas e todas as instituições e os Enawenê-nawê se comprometeram a colaborar para a efetivação dos combinados.

Durante esses dias acontecia também na aldeia o ritual de Yãkwa, realizado todo ano pelos Enawenê-nawê durante o plantio da mandioca (para saber mais, acesse ISA). Foi interessante para quem participou da oficina vivenciar na aldeia alguns aspectos da cultura Enawenê-nawê anteriormente discutidos. Assim, os Enawenê-nawê pediram algumas pausas nas reuniões para não interromperem o ritual e tal solicitação foi prontamente respeitada. Fora isso, eles convidaram todos os visitantes a prestigiar seus cantos e ações durante o Yãkwa, além de serem muito receptivos durante toda a visita. Todos, indígenas e não-indígenas, saíram deste primeiro encontro com o compromisso de realizar ações para que os acordos e propostas sejam efetivos.

Por fim, os dois momentos – oficina e visita a aldeia – funcionaram como partes de um todo que se mostrou bastante eficaz no que diz respeito à prática diferenciada em saúde indígena.

Karine Assumpção

O Distrito Sanitário Especial Indígena Araguaia - DSEI ARAGUAIA, com sede no município de São Félix do Araguaia - MT, sob a coordenação de Milton Martins, através de parceria com a Prefeitura Municipal de Luciara- MT (Prefeito Fausto Azambuja Aquino Filho), realizou a reforma do Posto de Saúde da Aldeia São Domingos, localizada em Luciara, na qual a prefeitura forneceu o material básico necessário para a reforma e o DSEI Araguaia a mão de obra.

Tal reforma beneficiou uma população de aproximadamente 180 indígenas da etnia Karajá que vivem nesta aldeia. A reforma foi iniciada em dezembro de 2015 e entregue em fevereiro deste ano, sob a supervisão da Arquiteta Ingrid Triches, do Setor de Serviços de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena – SESANI do DSEI. A reforma contou com o apoio da comunidade, e houve também apoio do legislativo municipal de Luciara - Wesley Barros, e da Secretaria de Obras, que forneceu todo o equipamento e maquinário necessário para a limpeza do entorno e execução da reforma.

Na reforma, foram realizadas: a construção de uma nova varanda/garagem na fachada do postinho, com estrutura de concreto e alvenaria e cobertura de telha de fibrocimento; troca de algumas portas que já estavam comprometidas; manutenção do telhado existente, com forramento em pvc e metalon; troca total da instalação elétrica; manutenção da instalação hidráulica e instalação de pia; pintura interna e externa; além do conserto de algumas patologias construtivas, tais como rachaduras, trincas nas calçadas etc.

Esperamos assim manter boas condições de trabalho aos profissionais e melhorar o atendimento à comunidade.