Os jovens Ewerton Lucas Silva Granjeiro e Arilson Granjeiro Reis da etnia Pankararé contam sobre sua experiência no VI ENEI - Territorialidade, lutas e resistência dos povos indígenas: Do Tekoha à Universidade. Realizado na aldeia Jaguapiru em Dourados - MS de 11 a 14 de outubro, o encontro é um espaço que visa reunir estudantes indígenas do ensino superior de todo o Brasil.

O encontro foi importante para nós vivermos nossas tradições mesmo estando em debates acadêmicos, saindo do padrão universitário.
Foram 5 cinco dias de evento onde tivemos palestras com diversos temas sobre resistência, mídias sociais, direitos indígenas e demarcações de terras, identidade indígena, entre outros.
Outro ponto importante foi a discussão sobre demarcações de terras que não são aceitas pelos fazendeiros e causam conflitos.

Houve agressões e mortes contra os indígenas, isso nos mostrou que devemos resistir e lutar por nossa cultura e tradição principalmente em ambientes acadêmicos
A parte que mais gostamos foi poder presenciar a cultura e a união dos estudantes indígenas para o fortalecimento de nossas raízes e mostrar que não somos apenas estudantes e sim “Estudantes INDÍGENAS!”

Texto e fotografias: Arilson Granjeiro Reis Pankararé, estudante de engenharia PUC, aprendiz efetivado no setor financeiro da SPDM – Saúde indígena e Ewerton Lucas Silva Granjeiro Pankararé vestibulando de engenharia e aprendiz da SPDM -Saúde indígena

Entre os dias 15, 16 e 17 de maio aconteceu em Cuiabá e Belém a 1ª Oficina do Projeto 'Pensando e Fazendo o Trabalho em Saúde Indígena: Módulos de Educação Permanente', parceria entre a SESAI/MS, SPDM Saúde Indígena/HSP e Projeto Xingu/UNIFESP.

As duas oficinas reuniram cerca de 170 profissionais de saúde de nível superior, com o objetivo de aprofundar os temas do Módulo de Introdução à Saúde Indígena, disponível em uma plataforma de ensino on line. Os participantes puderam realizar discussões teórico práticas, ampliar a percepção do trabalho em equipe, fortalecer vínculos, valorizar a interlocução entre os diversos atores do território e planejar espaços de educação permanente no cotidiano de trabalho.

Os temas abordados no Módulo de Introdução à Saúde Indígena foram: aproximação à realidade e às especificidades culturais dos povos indígenas; a experiência do trabalho intercultural em saúde; a história da Saúde Indígena e do SASISUS.

Participaram profissionais das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), Divisão de Atenção à Saúde Indígena (DIASI) e Casas de Saúde Indígena (CASAI) dos DSEIs Altamira, Araguaia, Cuiabá, Guamá Tocantins, Kayapó-MT, Kayapó-PA, Rio Tapajós, Xavante e Xingu que concluíram este Módulo.
                                                                                                 Os participantes realizaram uma avaliação coletiva no último dia, destacando a contribuição das discussões para suas práticas:

"Esse encontro foi uma surpresa e um momento ímpar de reflexão: mostrou que precisamos sair do limitado e mergulhar no contexto politico e cultural no qual já estou inserida".

"Me fez pensar nas práticas cotidianas e na forma como me relaciono com a questão intercultural e as questões sociais, observando o contexto de cada etnia. Penso que é necessário evoluir e desenvolver estratégias e habilidades no exercício profissional."

"O encontro foi de suma importância para reunir profissionais de diferentes funções e localidades, além de possibilitar o intercâmbio com colaboradores de outros DSEIs, conhecer outras realidades, compartilhar vivências".

"Estimulou a capacidade de nos organizarmos em grupo e construirmos trabalhos mais democráticos e participativos, refletindo sobre os problemas em busca de estratégias em conjunto".

"A metodologia utilizada foi muito dinâmica, envolvente e participativa. Excelente a forma de abordar os temas do Módulo de Introdução, como a demarcação de terras Indígenas, história do contato com os povos indígenas ao longo dos séculos, as relações interculturais e o trabalho da saúde, bem como a importância do profissional de saúde no processo ensino-aprendizagem. Possibilitou a valorização do papel da Educação Permanente dentro do processo de trabalho. Nos deixou mais motivados a continuar atuando na causa indígena".

O dia 08 de março não é apenas um dia para homenagens, mas também de reflexão.
É hora de pensarmos na força da mulher brasileira, nos alegrarmos das muitas conquistas e nos unirmos em prol de um futuro mais igualitário. Parabéns a todas as guerreiras por resistirem.

Lucimara Lag Koziclã Patté

Mãe...palavra pequena que expressa um amor incondicional, verdadeiro e eterno.

Feliz dia das mães!
Saúde Indígena.

"Os índios são nossas raízes e agradecemos seus ensinamentos com muito respeito pela sua cultura, sabendo que ainda temos muito a aprender"
Autor: (Mayara Benatti)